Abertura Inclusiva para o Carnaval de Parnaíba


Cada dia que passa, mais pessoas da sociedade chegam até a Superintendência de Cultura de Parnaíba para contribuir com a nova gestão. Sexta-feira (06/01), um grupo ligado à Universidade Federal do Piauí foi ao Casarão Simplício Dias para apresentação de projeto para a abertura do carnaval, que conecta arte e saúde mental.

Trata-se de um cortejo com artistas, profissionais da saúde, usuários do CAPS e de entidades semelhantes, a ser realizado no dia 27 de Janeiro às 8h da manhã. O planejamento inicial define concentração no Porto das Barcas, seguindo depois para a Praça da Graça e encerrando na Praça Santo Antônio, onde está localizado o “terminal” das vans, facilitando assim, o retorno dos participantes para suas casas.

Créditos: Divulgação
Psicóloga do Núcleo de Assistência Estudantil do campus de Parnaiba da UFPI, Fernanda Maria de Oliveira, uma das idealizadoras, acredita ser muito oportuna a ação, que acontecerá justamente no período de conscientização da saúde mental, “... é o primeiro ano do Janeiro Branco, que é da saúde mental, então a gente está aí com uma responsabilidade muito grande de fazer com que esse mês seja importante”. Ela também explicou de onde veio a ideia do cortejo: “A gente tem uma metodologia inspirada no Hotel da Loucura, em que eles trabalham o processo desmedicalização e trabalham arte e cultura para curar as pessoas”.

Identificando-se com a ideia de humanização da saúde pela arte, o superintendente logo tratou de articular com a banda municipal, integrantes de bateria de escola de samba, para dar o suporte musical. Carnaval, além de ser uma festa para todos, também pode ter seu lado de cidadania, que segundo Ozanan Sobrinho, ator e estudante de psicologia da UFPI, “é um movimento para chamar atenção para essa necessidade de trabalhar esse lado, também tem haver com a questão social, questão da cidadania, questão de atrair quem às vezes se sente de fora”.





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