Por dentro do Projeto da Feira Popular de Arte

Muito mais do que uma opção comercial, as feiras são também locais de encontros, espaços de convivência, lazer e trocas culturais. A ideia de realizar uma feira de arte semanal foi um dos primeiros pontos do planejamento inicial da nova gestão da Superintendência de Cultura, com Albert Piauhy. Depois de discutir as ideias principais, os coordenadores do projeto, Alessandra Mota e Iomar, deram início à elaboração do mesmo, que foi construído tendo como base os princípios da economia solidária, sobre o qual explicaremos mais adiante.
A Feira Popular de Arte foi concebida para ser um evento sustentável e também autossustentável, pois as primeiras edições terão a gestão municipal à frente, mas uma vez estabelecida e fixada nos hábitos da cidade, a Feira deverá ser conduzida pelos próprios empreendedores que dela fazem parte. No entanto, terão continuamente o apoio da Prefeitura Municipal.
Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável é preciso que ele seja:
  • Ecologicamente correto
  • Economicamente viável
  • Socialmente justo
  • Culturalmente diverso
Nesse ponto, para definir a temática conceitual da Feira, chegamos à proposta da economia solidária. Economicamente falando, a Feira, baseada nesses princípios, se propõe a ser um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, num sistema de trabalho baseado no associativismo e cooperativismo, modo de trabalho onde todos se beneficiam igualmente do trabalho. A Feira se propõe a ser um espaço de oportunidade de negócios para o empreendedor que, talvez por trabalhar em casa, com uma produção pequena, ainda nem se autodenomina como tal.
Além disso, a Feira, construída com base nesse conceito, se expressa em organização e conscientização sobre o consumo responsável, uma vez que oferece e promove espaços para trocas de itens que já não se usam mais e tem, na sua lista de benefícios que proporcionará, a diminuição do lixo produzido, por meio do controle e redução gradual do uso de descartáveis, por exemplo, promovendo redefinição de hábitos dos empreendedores e visitantes.
Para fortalecer o aspecto cultural local, a Feira primará pela comercialização de produtos essencialmente regionais - seja na gastronomia, na literatura, no artesanato e nas demais áreas que contemplar.
A Feira terá como público-alvo inicial o parnaibano, mas visto que Parnaíba é centro de referência para muitas cidades no seu entorno, ela será divulgada em toda a região. E também, pela valorização da cultura local que promoverá, o turista será peça chave para a difusão do produto local. Para essa importante tarefa, contaremos com a colaboração da Superintendência de Turismo, por meio do Superintendente Charles Junior, que tem participado das reuniões de planejamento e está a par dessa importante função.
As capacitações e informações disponibilizadas aos empreendedores contribuirão para sua profissionalização e melhor gestão do próprio negócio. Essa importante etapa do processo será realizada pela Seped - Secretaria de Projetos Especiais e Desenvolvimento Econômico - e está sob a responsabilidade de Edrivandro Barros e Humberto Alencar.
No que diz respeito às capacitações, a Feira terá ainda a participação indispensável e efetiva da  Sedesc - Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania - que já realiza ações direcionadas a capacitações e inserção no mercado de trabalho, por meio do Acessuas, um programa que tem por finalidade promover o acesso dos usuários da Assistência Social ao mundo do trabalho. Os usuários do programa terão uma nova oportunidade de trabalho na nossa Feira.
Sob o aspecto cultural, a Feira Popular de Arte se justifica pela necessidade de fomento à cultura local. A Feira traz a proposta de espaços para os agentes culturais (grupos de quadrilhas e bois, de teatro, escritores, bandas, artistas plásticos, fotógrafos, entre outros) exporem, comercializarem e, mais importante, criarem uma rede de contatos (ou network) que funciona como um sistema de suporte onde existe a partilha de serviços e informações entre indivíduos ou grupos que têm um interesse em comum.
A Feira Popular de Arte acontecerá semanalmente às sextas-feiras, das 16h às 22h, a partir do dia 14 de setembro. Para expor, comercializar produtos e/ou serviços, o interessado fará uma inscrição e será submetido a um processo de seleção, via edital. As inscrições serão realizadas na Superintendência de Cultura, na Seped e na Sedesc, logo após a publicação do edital, que deverá ser lançado nos próximos dias.

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