Nota de repúdio



A Prefeitura Municipal de Parnaíba, por meio da Superintendência de Cultura e Comissão Organizadora do Carnaval, junto ao Conselho Municipal de Cultura vem a público manifestar seu repúdio ao desrespeito e posicionamento agressivo a uma das juradas da Corte, sobre o resultado da eleição do referido concurso. Essas são atitudes inadmissíveis.
Aproveitamos para esclarecer ao público que alguns dos critérios utilizados para a escolha dos jurados envolvem área de atuação dos mesmos e, especialmente, neutralidade. E a jurada em questão foi aprovada em todos os requisitos pela Superintendência de Cultura, Comissão Organizadora do Carnaval e Conselho de Cultura, portanto habilitada e autorizada pelos órgãos competentes a exercer, com total liberdade, a função para a qual foi convocada. 
Compreendemos a insatisfação dos candidatos que não atingem nota para vencer o concurso, pois sabemos do esforço e recursos envolvidos nisso. E queremos parabenizar e agradecer cada um pela bela participação no concurso, contribuindo para ter sido uma festa muito bonita. Mas o que vem sendo, de forma desarrazoada e injusta, taxado de racismo é, tão somente, a análise individual que cada jurado tem total liberdade para fazer. Não houve racismo ou qualquer atitude preconceituosa por parte do júri, houve o exercício da autonomia e liberdade de escolha e opinião. Racismo é um assunto sério e é uma prática inaceitável. E acusar alguém de racista é mais sério ainda e não deve ser feito baseado em suposições e deduções no calor da emoção de um concurso.
Ainda segundo as normas, o júri é soberano. Soberania essa que precisa ser reconhecida e respeitada pelos candidatos e público, caso contrário, a realização desses concursos se tornará inviável, porque nenhum profissional desejará ser colaborador nessa função tão importante.
A respeito desse ponto, esclarecemos também a dificuldade que a organização encontra em conseguir pessoas habilitadas e ao mesmo tempo disponíveis para essa função e somos bastante gratos aos profissionais que ajudam a Prefeitura de Parnaíba, aceitando o convite para compor a mesa julgadora nos concursos. Sem eles não há concurso. 
Da mesma forma que não admitimos desrespeito a qualquer candidato, também não admitimos tal atitude com nossos colaboradores - o que inclui o júri. Pedimos a compreensão dos candidatos e do público nesse aspecto. Reforçamos aqui nosso respeito e mais alta estima e consideração por todos os candidatos, jurados e público. 

Parnaíba, 01 de março de 2019 

Albert Nunes de Carvalho 
Superintendente Municipal de Cultura 

Alessandra de Maria Silva Mota 
Presidente da Comissão Organizadora do Carnaval

Doté Thiago Soares Leitão
Presidente do Conselho Municipal de Cultura

Comentários

  1. ALGUMAS IRREGULARIDADES DO CONCURSO

    a) “Art. 7º - Após o desfile do último candidato e candidata, o locutor oficial do concurso chamará todos para se fa VBzerem presentes na passarela, na qual ficarão durante 05 (cinco) minutos, para a apreciação do conjunto pelos senhores jurados”. TAL FATO NÃO FOI OBSERVADO EM NENHUMA DAS MODALIDADES. (Tamanha importância da previsão, que é repetida no regulamento: “Art. 7º - Após o desfile do último candidato e candidata, o locutor oficial do concurso chamará todos para se fazerem presentes na passarela, na qual ficarão durante 05 (cinco) minutos, para a apreciação do conjunto pelos senhores jurados”).

    b) “Art. 9º - Os concorrentes deverão se apresentar à COC 2019, no local do concurso, até as 18h”. NO DIA, Sharles CUMPRIU TAL REQUISITO, SENDO QUE ATÉ OS JURADOS E COMISSÃO ORGANIZADORA CHEGARAM APENAS APÓS AS 18:30hs, TENDO EXISTIDO CASO DE CANDIDATOS QUE CHEGARAM APÓS AS 19:30. Atente-se ao fato de que em concurso de “Rainha Gay”, os candidatos apresentam-se com os órgãos genitais “amarados/presos” para que sejam “escondidos”. Respeitar o horário de apresentação trouxe na prática prejuízo ao impetrante, que ficou 5 horas sem poder sequer ir ao banheiro.

    c) Observa-se, nos anexos, que as notas de uma jurada em específico (Alanne Machado) estavam RASURADAS e SEM A SOMATÓRIA. Isso abre margem à toda sorte de alteração, havendo assim desvio de finalidade. Como o prêmio é pecuniário e, portanto, com dinheiro público, há se obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, entre outros (art. 37, caput, CF).

    d) É público e notório, que em todos os anos anteriores, as apresentações dos candidatos foram feitas “sob penumbra”, ou seja, apenas com o entorno do palco/passarela iluminado. Somente neste ano, sem prévio aviso, todas as luzes do ambiente estavam acesas, prejudicando, assim, os candidatos que investiram em uma apresentação nas condições de iluminação tradicionalmente esperadas.

    e) Os jurados se ausentaram antes do resultado final ser proclamado, sem entregar a cópia das notas no primeiro momento pós avaliação, o que era necessário para possibilitar corretamente o prazo disposto no regulamento “Art. 20 – Os pedidos de impugnação e recursos [...] devem ser solicitados, em formulário específico [...] até 24 (vinte e quatro) horas após o término do concurso [...], cabendo à COC 2019 julgar tal pedido”.

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