Histórico Cultural de Parnaíba

MÚSICA

A cidade de Parnaíba é berço de diversos músicos, bandas e compositores em diversos estilos musicais: samba pop rock, rap e outros. Atualmente, os músicos têm na noite de Parnaíba a possibilidade para realização de shows e apresentações nos vários espaços culturais, pontos de encontro, praças públicas, bares, salões de festas e restaurantes da cidade.

TEATRO

A situação do segmento teatro em Parnaíba está avançando paulatinamente. Diversos grupos teatrais, atores e atrizes estão em franco processo de profissionalização, inclusive frequentando cursos superiores de licenciatura em teatro e especialização em arte educação. Mesmo assim, a maioria dos grupos e sujeitos ainda sacrifica sua vida na tentativa de promover a arte teatral em Parnaíba, com coerência, descobrindo e desenvolvendo por iniciativa própria novos talentos.
Em Parnaíba foram construídos alguns espaços nos quais se pode desenvolver a arte dramática, como o Teatro Saraiva, Centro Cultural João Paulo Reis Velloso, Teatro do SESC Avenida, o Galpão do Grupo Metáfora, dentre outros, mesmo assim necessita de uma casa de espetáculos de grande porte, bem situada, com estrutura arquitetônica, figurino, cenários e equipamentos eletrônicos adequados.
Nos encontros realizados pelo Órgão gestor de Cultura a pauta sobre a ausência física de um teatro em Parnaíba é reiteradamente um dos pontos mais convergentes de todas as classes artísticas. Como vetor de desenvolvimento e sustentabilidade desses grupos as oficinas de teatro nas escolas apresentam-se como elos de salvação e principal campo de atuação dos profissionais. Dessas experiências despontou para cena profissional o “Coletivo Cabaça”, dirigido por Rick Costa e o Grupo 7 Faces, de Flávio Sidônio. Dentre os destaques do setor entra em cena o Grupo TACS, Teatro dos Agentes Comunitários de Saúde, que para facilitar o trabalho comunitário levam educação em Saúde com arte à população. Grupo que teve a iniciativa já contemplada pelo Prêmio “Cultura e Saúde”, dos Ministérios da Cultura e Saúde, em 2010. Dentre os grandes expoentes do teatro parnaibano ressalte-se o nome de Benjamim Santos, considerado um dos melhores autores de teatro infantil do Brasil.
Quanto às manifestações de circo, apesar de ainda tímidas, a artista Sonária Vasconcelos surge como precursora e atual difusora das habilidades circenses junto a projetos sociais, desenvolvendo trabalhos com crianças assistidas pelos Centros de Referência e Assistência Social – CRAS, da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social – SEDESC, através da Companhia Garatuja. Por fim, não se pode deixar de ressaltar que em todo o processo do teatro parnaibano há de se sublinhar a importância das ações do SESC Avenida no Teatro “Antônio Oliveira dos Santos”, como referência para a manutenção das artes
cênicas na vida cultural da cidade. Da iniciativa privada um dos grandes investimentos para o setor, ainda em fase de finalização, é o Teatro Saraiva, construído na Avenida Nossa Senhora de Fátima, pelo dramaturgo e cineasta, Joaquim Lopes Saraiva. E, mais recentemente, em 2019, a Prefeitura Municipal inaugurou a 1ª etapa do Teatro Escola Francisca Cavalcante, localizado no antigo Cine Delta.

DANÇA

No segmento da dança, Parnaíba tem uma atuação bastante diversificada e eclética. O clássico, representado pelas ações que cominam num evento pontual realizado há mais de 17 anos pelo SESC, Mostra de Dança Clássica, tendo à frente a prof.a Margareth Moraes, já possibilitou a formação de diversos bailarinos e bailarinas que saíram para a atuação profissional. É um movimento que continua sólido e produtivo. No contemporâneo, a atuação da Companhia de Dança Luiz Filho é um exemplo atual de empreendedorismo artístico que tem levado para a dança de salão e aeróbica muitos adeptos, de faixas etárias e gêneros diversificados, conquistados tanto pela arte como pelo movimento saudável que ela produz.
Temos ainda a Companhia de Balé da Cidade de Parnaíba, que tem à frente Márcia Alencar.
Na categoria das danças populares o Grupo Cultural Raízes do Nordeste, da comunidade Vanzantinha, tem sido um dos nomes mais expressivos, com atuação há mais de dez anos. Coordenado por Fabiana Reis, buscam uma linguagem popular e folclórica, explorando temas da cultura local, sendo isso, uma forte marca na composição estética e coreográfica de seus trabalhos. A iniciativa desse coletivo se tornou um exemplo de transformação social a partir da arte e valorização da cultura popular, garantindo espaço0s em importantes festivais locais e nacionais.
Os movimentos culturais das igrejas católicas tem ganhado um grande relevo no cenário da dança nos últimos anos. Atualmente tem surgido vários grupos, com trabalhos bem diversificados esteticamente. Outra característica importante desses grupos é a organização e articulação entre si, criando festivais que valorizam seus trabalhos, possibilitando espaços de intercâmbio e mobilizando muitos jovens.
Muitos bailarinos desses pequenos grupos de dança tem conseguido, a partir disso, conquistar um espaço profissional em outros grupos com mais representatividade no estado. Com a I Mostra Parnaíba na Dança, articulada pelo Órgão gestor de Cultura pôde-se perceber a riqueza de propostas no segmento da dança local. A cidade recebeu o Festival Internacional Dança em Trânsito, com bailarinos e trabalhos de diversos países, propondo um intercâmbio com os grupos locais. Essa articulação internacional proporcionou um panorama do cenário da dança em Parnaíba.
Na cidade de Parnaíba, a dança é uma atividade cultural muito disseminada, desde a tradicional, histórica e centenária dança da marujada, relacionada às tradições culturais, entre outras. As danças étnicas são também muito fomentadas junto à população; a dança afro, dança do forro, quadrilhas juninas são as mais desenvolvidas e concorrem anualmente na Festa de São João da Parnaíba.

LITERATURA

A literatura tem sua importância na história da Parnaíba, a começar pela poesia de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, em sua obra Poemas (1808), obra pioneira que marca o início da literatura piauiense. Parnaíba sempre manteve o veio jorrante para as artes literárias, possuindo duas academias que as celebram, a Academia Parnaibana de letras – APAL, e a Academia de Letras, Ciências e Artes de Parnaíba – ALCAP. O “Almanaque da Parnaíba” é um dos ícones da produção literária, periódico fundado em 20 de Agosto de 1923, pelo empreendedor gráfico Benedicto dos Santos Lima (o Bembém). Com a morte do editor, a edição foi repassada para a Academia Parnaibana de Letras (APAL). 
Dentre a larga fileira de notáveis ressalte-se a literatura de Assis Brasil, consagrado por sua produção grandiosa em número e qualidade. Humberto de Campos, que apesar de maranhense, aqui passou seus anos primeiros colocando Parnaíba dentro do roteiro afetivo de sua produção literária, além do legado de seu cajueiro e do memorial com elementos de uso pessoal, como o fardão da Academia Brasileira de Letras, hoje em exposição no Casarão Simplício Dias. Evandro Lins e Silva, também conquistou imortalidade junto a ABL, pela atuação literária humanista em defesa das liberdades, eleito maior jurista brasileiro do Século XX. Carecemos de um estudo aprofundado e detalhado diante de tamanha riqueza e vastidão da literatura parnaibana para que não cometamos equívocos com os memoráveis, atuantes e a jovem plêiade de escritores, extremamente latente. 
Parnaíba orgulha-se também pela circulação mensal de dois jornais culturais, de iniciativa particular, O Bembém, editado por Benjamim Santos e O Piagüi, dos editores Daniel Ciarlini e Glauco Ciarlini. Essa tradição pela área das letras reforçou no parnaibano o desejo de um evento anual voltado à discussão sobre literatura, livro e leitura e aí surge o Salão do Livro da Parnaíba – SALIPA. Indo para sua sexta edição em 2015, consolidou-se no calendário de atividades culturais do município, como resposta aos anseios da sociedade, com a participação de universitários, escritores, estudiosos e leitores em geral.
É importante ressaltar que o SALIPA é uma feira de livros onde as livrarias de qualquer lugar do Brasil podem montar seus estandes. Paralela a esta feira acontecem palestras, lançamento de livros, shows, bate-papos literários, oficinas com alunos e professores da rede pública de ensino que também recebem o “Cheque Livro”, doado pela prefeitura de Parnaíba, como estímulo ao livro e a leitura. O SALIPA nada mais é do que o reconhecimento da existência em Parnaíba de um veio jorrante de criatividade, conhecimento, ciência e arte, merecedores de todas as atenções.
O Município de Parnaíba possui diversas Bibliotecas Municipais, sendo a principal uma localizada no centro histórico, em condições precárias, sem iluminação adequada, estantes quebradas, ausência de climatização apropriada, livros velhos, rasgados, edições desatualizadas, sem ficha catalográfica e sem um sistema de catalogação informatizado. A biblioteca municipal passará por reforma, conforme planejamento de execução do IPHAN, para cidades históricas.
O investimento na estruturação da Biblioteca Pública Municipal – BPM deve ser considerado como prioritário na execução do Plano decenal de cultura, por se constituir como um dos principais aparelhos culturais da cidade. Em muitas escolas públicas municipais há bibliotecas, cujos livros são enviados pelo MEC (Ministério da Educação), por meio do programa nacional do livro didático e paradidático. No âmbito das escolas há projetos pedagógicos de desenvolvimento da leitura, concursos literários, premiação de redações feita pela
Secretaria Municipal de Educação.

ARTES VISUAIS

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